sábado, 21 de abril de 2018

A Noite chegou tarde


































Pedro Tierra*

“Você me prende vivo, eu escapo morto. De repente, olha eu de novo... perturbando a paz, exigindo o troco...” Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

O Plano de Boulos


Em tempos sombrios, o combate ao golpe e a necessidade constante de defesa de direitos fundamentais acabam por dominar o debate no campo progressista, preterindo, por força maior, a exposição de propostas específicas de cada campo da esquerda. Guilherme Boulos, pré-candidato à presidência pelo PSOL, que se agiganta a cada dia na defesa liberdade de Lula e da união das esquerdas, expôs, em recente entrevista ao blog NOCAUTE, como pretende governar o país a partir de 2019. O plano de Boulos, no entanto, apesar inovador e bastante interessante, apresenta elementos paradoxais, que se pensados no curto prazo, podem levantar dúvidas sobre sua viabilidade imediata.

O psolista diz, acertadamente, que é necessário que se aprenda com o golpe. Isso seria, para ele, abandonar de forma definitiva o modelo de aliança com partidos de centro, com o fim de obter maioria parlamentar. Sabendo-se que, em um sistema de presidencialismo de coalisão, um Presidente da República sem maioria no Congresso, além de não governar, está sujeito a ser alvo de um golpe, Boulos teria um antídoto para a governabilidade, mesmo sendo minoritário: a democracia direta.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A Intoxicação Midiática


O debate sobre Mídia, Política e Sociedade ocupa um destaque muito importante na atualidade, obviamente tem lugar privilegiado na pauta de muitos pesquisadores sobre o assunto, acerca de refletir com maior profundidade no que diz respeito á informação e a mídia na sociedade contemporânea, incidindo significativamente nos processos sociais, culturais e políticos.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Greve geral, resistência e o fantasma de 2013



A greve dos metalúrgicos no ABC, em 1979, foi responsável pela primeira grande vitória política de Lula e também pelo seu primeiro período na cadeia. Durante o movimento grevista, surgiu a ideia da criação do PT, fundado um ano depois, e da CUT, em 1983. Trazendo um grande valor simbólico, quase quatro décadas mais tarde, foi no sindicato dos metalúrgicos, no mesmo ABC, que Lula decidiu apresentar-se à polícia federal, após mais de 50 horas de resistência ao mandado de prisão, persecutório e ilegal, emitido por Sérgio Moro.

A decisão de Lula, erroneamente atribuída a seus correligionários e aliados, de não ter persistido por mais tempo, declarando uma ruptura com as instituições, gerou insatisfação por parte da militância que, pensando na integridade do ex-Presidente, queria a radicalização em várias frentes. O PT, visto, por essa parcela da esquerda, como excessivamente passivo ou democrático, estaria equivocado em todas as suas ações e passou a ser alvo constantes de críticas, ocasionando um surgimento de uma perigosa ala lulista e antipetista na esquerda.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Amanhã, Rosa Weber decidirá as eleições




Seja no campo jurídico ou político, o que o STF julgará amanhã será bem mais que o habeas corpus de um ex-Presidente. Como já adiantou o ministro Gilmar Mendes, que retorna hoje à noite de Lisboa para participar da sessão, o julgamento do remédio constitucional em favor de Lula balizará o entendimento da prisão após condenação em segunda instância.  No campo político, a decisão do Supremo terá forte poder decisório nas eleições de outubro – pois, na prática, determinará se Lula participará ativamente ou não das campanhas. Com a corte dividida, o fiel da balança será a enigmática ministra Rosa Weber, que nas vésperas do dia decisivo, afirmou ainda não ter terminado seu voto.

Se desconsiderássemos o voto da ministra gaúcha, teríamos um provável empate entre os demais membros. Enquanto Gilmar Mendes encabeça o grupo de ministros que votaria a favor do concedimento do habeas corpus, Edson Fachin, relator do processo, integraria o grupo de ministros que votaria contra. Alexandre de Moraes, apesar de ter se pronunciado a favor da admissão da medida, no último dia 22, acompanharia o relator, votando contra a medida desta vez. Como a presidente do tribunal tem seu voto praticamente declarado (contra Lula) o voto de minerva ficará mesmo nas costas da ministra Rosa. E a pressão sobre ela tem sido enorme.
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